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Do site da BBC Brasil

É claro que a Lua sorriu! Hoje é meu aniversário!

Parabéns pra mim! Iouw! Parabéns pra mim! Iouw! Parabéns pra mim! Parabéns pra mim!

E hoje, é nóis no San Rapha! Sinuquinha + Cerveja, na pós-apresentação de trabalho à la Twitter!

Luzes eternas…

Do site da BBC Brasil

É claro que a Lua sorriu! Hoje é meu aniversário!

Parabéns pra mim! Iouw! Parabéns pra mim! Iouw! Parabéns pra mim! Parabéns pra mim!

E hoje, é nóis no San Rapha! Sinuquinha + Cerveja, na pós-apresentação de trabalho à la Twitter!

Luzes eternas…

“Scully:- As respostas estão lá, é preciso saber onde procurá-las…

Mulder: – É por isso que colocaram o “I” no FBI!”

(Arquivo X, episódio Piloto – 1993)

FBI: Federal Bureau of Investigation. Agência Federal de Investigação. Ainda bem que nunca traduziram a sigla, pelo menos não na série!

O fato é que eu queria respostas. Buscava a Verdade. Mas procurava no lugar errado. Isso acontece com todo mundo! O que importa é que consegui procurar no lugar certo.

Cheguei num ponto da minha vida e não sabia como. Foi como beber a noite inteira numa festa e acordar num quarto estranho, sem me lembrar de como cheguei ali.

Então, me absorvi em um trabalho de investigação. Percorri todos os meus passos ao contrário. E , revendo os posts destes últimos dias, percebi que ando atrás de respostas que eu já conheço, que tento assimilar os resultados de uma teoria criada por mim e posta em prática e, que minhas reações a ela não foram como as que planejei.

Avancei mais no passado. Com isso, arranjei lembranças, revisitei momentos de minha vida em que determinei o que eu quis para mim. Lembrei do que aconteceu, do porque, de como me senti.

E percebi que, quando criança, ouvi Raul Seixas e assisti Arquivo X demais! Tanto que criei minha própria definição para relacionamentos, namoros, casos, amizade e etc. E, compreendendo que estou apenas aprendendo na prática algo que o Raulzito e Mulder & Scully me ensinaram, ficou mais simples de entender o que eu quero e que me motiva!

O que eu quero para mim é algo difícil de ser encontrado. Quero alguém que seja livre para realizar seus desejos, mas que seja fiel à minha amizade. Não quero ninguém atrelado aos meus desejos, pois não me prenderei a ninguém; e, sendo fiel, não terá nenhum impedimento em ser verdadeiro comigo, não mentirá para proteger seus interesses porque eu jamais o impedirei de fazer o que quer. Seja o que for, mesmo que me doa. Simplesmente porque ninguém tem o direito de impor seus caprichos a nenhum ser livre.

Abaixo, as músicas do Raul!

Luzes eternas…

Clipe – A Maçã

Raul Seixas – A maçã

Se esse amor
Ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre amor
Vai se gastar…

Se eu te amo e tu me amas
Um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais…

Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa num altar…

Quando eu te escolhi
Para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais…

Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro, mas eu vou te libertar
O que é que eu quero
Se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar…

Quando eu te escolhi
Para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais…

Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro, mas eu vou te libertar
O que é que eu quero
Se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar…

Clipe, Medo da Chuva

Raul Seixas – Medo da Chuva

É pena!
Que você pense
Que eu sou seu escravo
Dizendo que eu sou seu marido
E não posso partir
Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao teu lado, sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E eu não pude viver…

Eu perdi o meu medo
O meu medo
O meu medo da chuva
Pois a chuva voltando prá terra
Trás coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
Sozinhas no mesmo lugar…

Eu não posso entender
Tanta gente
Aceitando a mentira
De que os sonhos
Desfazem aquilo
Que o padre falou
Porque quando eu jurei
Meu amor eu traí a mim mesmo
Hoje eu sei!
Que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez
Uma vez…

Eu perdi o meu medo
O meu medo
O meu medo da chuva
Pois a chuva voltando prá terra
Trás coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras
Que choram sozinhas
No mesmo lugar
Vendo as pedras
Que choram sozinhas
No mesmo lugar
Vendo as pedras
Que sonham sozinhas
No mesmo lugar…

algumas coisas

Nota mental:

1. Preciso descolar um tempo para encontrar um lay bem bonito e bem legal para este blog! Ou arriscar a fazer um! Ah, saudades daquele tempo, da aurora da minha vida, em que eu não fazia outra coisa a não ser fazer lays para meus bloguinhos!

2. Cara, eu tenho uns amigos que só por Deus! E não, isso não é ruim!

3. Quer deixar um monte de leitores loucos? É só dizer que você planeja voltar para o servidor antigo!

4. Eu não acho que temos o direito à manifestação. Eu acho que temos obrigação diante da manifestação. Mas pelo menos treine da retórica! Escreva o que você vai falar, tenha fé nas idéias que você defenderá, não gagueje e não coloque vírgulas onde elas não devem existir, fazendo pausas demasiadas e longas!

5. Sorte do Orkut: “A felicidade está no horizonte da sua vida”, ou seja, beeeeem longe! Ah, mas eu alcanço a fiadaputa!

6. Disseram-me que o negócio é vender a alma pro Diabo. Acontece que eu já vendia a minha pra Deus e o fiodaputa ainda não me pagou! Caloteiro! 

De resto,

Luzes eternas…

Amar é…

Considerem este post, no momento, um rascunho. Mas é que eu vi umas coisas interessantes que já valem a pena compartilhar, tiradas do “define” do Google.

Define: Amor

- sm 1. Palavra de quatro letras, duas vogais, duas consoantes e dois idiotas. (daqui)

- s. – uma insanidade temporária curada pelo casamento. (daqui)

- é aquilo que começa com um príncipe beijando um anjo e acaba com um careca olhando para uma gorda (daqui)

Depois eu adiciono minhas reflexões filosóficas acerca deste sentimento idiota que me arrebata o cérebro na hora em que eu mais preciso!

Luzes eternas…

Saw a new morning…

Eu já coloquei a letra dessa música aqui, mas achei um vídeo no YouTube ( Saw a new morning – The Bee Gees (Live in Japan – 1973) ). Apesar deste vídeo estar com o áudio horrível e haver outras versões melhores, coloquei esse porque, de alguma maneira, ele passa melhor todo o espírito da música.

Bem, para mim Bee Gees é uma coisa que nunca cansa, e essas músicas sem açúcar são as melhores! E “Saw a new morning”, além de diet, tem tiro!( “I hear the sound of the snubnose behind me”) Uhu!

E é cheia daquela certeza e apoio para dar o troco em quem está lhe causando mal. Há uma idéia de superação certa, de liberdade para breve e de recompensa. Custe o que custar. É uma aposta alta com a certeza de que se irá ganhar, mesmo que tudo dê errado.

E, de repente, eu vi uma nova manhã… e eu esperei muito por essa corrida!

E a única coisa que eu desejo no momento é aproveitar esta corrida, esta liberdade, mesmo que fadada a um fim que, geralmente, não é colorido, não é o desejado.

O que importa é que eu vi uma nova manhã e, apesar de ter todo o corpo dolorido, eu vou correr até quebrá-lo por inteiro, porque eu preciso desesperadamente correr!

Me afastar daqueles que me oprimem para que nunca mais eles repitam esse erro. E, se repetirem, o azar será todo deles…

All of i sudden saw a new morning…

Rosas

Tenho amor infinito por rosas, em especial para a bela roseira vermelha que está na minha casa em Atibaia. Ah, esta roseira é o que eu tenho de mais precioso. Devoto amor incondicional, como se esta fosse um amante. E que doce alento é ver suas flores rubras, sangrentas. Ver seus galhos espinhosos irradiarem, tentando alcançar os céus, apesar de que sua altura máxima ser um pouco superior a minha.

E isto me encanta! Oh, céus! Ela, como eu, busca os céus! Busca a imensidão, o sol, a lua e as estrelas; deseja estar a cima das coisas mesquinhas desta terra.

Quantas vezes eu não busquei o doloroso conforto de seus espinhos? A maciez de suas pétalas? O perfume penetrante e inesquecível? Quem foi a última a receber minhas lágrimas em Atibaia, antes de ir para Londres? Quem foi a primeira a receber o meu abraço quando voltei?

Mas há outra rosa que devoto amor. Esta repousa morta à minha frente. Está morta, mas ainda conserva toda a beleza que outrora tivera em um corpo seco e frágil. Ainda possui o perfume, porém envelhecido. Ela também é rubra, mas envelhecida, um vermelho de sangue seco, de coisas mortas.

Porque é assim que ela está. Morta. Mumificada e seca para sempre. Vazia. O que me faz conservar este cadáver são as lembranças embutidas nele. Conserva o corpo morto, conserva as lembranças dele. E esta rosa me leva para uma tarde fria, numa cidade distante. Leva-me para um passeio com pessoas queridas. Para uma pessoa amada. Ganhei esta rosa após uma confissão dolorosa, mesmo que dita com um sorriso. Porque é difícil admitir o que somos. E eu sou uma mulher que gosta de ganhar rosas. E, por gostar e valorizar tanto, ganhei poucas. Porque a vida é assim, quanto mais se ama algo, mais impossível isto é. Ou queremos tanto justamente por ser impossível?

Me é impossível ganhar rosas. Por isso, esse cadáver rubro e seco é tão precioso, tão caro. Porque foi a primeira rosa vermelha que eu ganhei de uma pessoa que eu amei.

Amei e muito. Por ser impossível. E, agora, encontro o repouso em uma paz de espírito vinda da consciência. Amei e muito! E, sendo eu capaz de um amor sublime, que liberta e não aprisiona, que me libertou, posso olhar para as lembranças mais queridas e sorrir. Além de ter amado livremente, estou livre deste amor! E, só porque não foi eterno, não significa que não foi sincero. Jamais busquei a eternidade, só busco o que é verdadeiro.

Ah, doce verdade! Só de ti exijo presença eterna!

Ah, querida flor, rosa rubra! Teremos uma a outra para sempre… e terei as doces e alegres lembranças de uma vida que jamais existiu!

Luzes eternas…

Are you the expert?

Há um episódio de Arquivo X (Lord of the Flies, ou O Senhor das Moscas – 9a Temporada) em que há umas cenas engraçadas em meio às mortes misteriosas que envolviam insetos. Quando John e Monica chegam para investigar, o médico pergunta-lhes:

- Vocês são os especialistas?

Afinal, são eles os agentes responsáveis pela tal sessão Arquivos X, que investiga fenômenos sem explicação. Logo, seriam especialistas que diriam como diabos moscas surgiriam do nada e detonariam a caixa craniana daquele desmiolado que era o cadáver!

Bem, John e Monica não entendem bulhufas e pedem ajuda aos universitários: Agente Scully (que refaz a autópsia) e um entologista chamado Rocky. ( Talvez seja vingança ao “O nome dela é Bambi?” de Guerra das Baratas, War of Coprophages – 3a Temporada. Assim como há clima de affair entre Mulder e Bambi, há entre Scully e Rocky, mas Rrá! Scully já tá com o Mulder =P e Rocky entra com a bunda e Dana com o pé).

E a parte mais engraçada, sem dúvida, é quando o patologista pergunta desesperadamente para ambos:

- Vocês são os especialistas?

Enfim, o que me anda enchendo as paciências ultimamente é o excesso e falta de especialistas, focando a raiva para o caso do cativeiro de Eloá pelo namorado, Lindembergue. Apesar de ter um acompanhamento dia-a-dia ao invés de segundo a segundo como a internet e os canais de televisão forneceram, consegui compreender o maior problema do caso.

Polícia despreparada? Sim! Mas isso não é o mais importante. Qualquer pessoa, santo cristo, é despreparada para aquela situação. Poderiam ter chamado psicológos para conversar com o cara, diminuir a exposição do caso, invadido o apartamento, colocado atiradores de elite, não deixado a Nayara voltar para o cativeiro, chamado a puta que os pariram, etc.

Mas, não importa o que fizessem, o caso terminaria em tragédia. Se a polícia tivesse invadido o apartamento antes e matado Lindembergue, a mídia cairia em cima porque, coitado! ele amava a garota e queria ficar com ela, apesar das porradas que deu nela durante o cativeiro. Isso sem contar o fato de serem de origem humilde, pobres etc. (eu não sou esquerdista, muito menos direitista! Eu, apenas tenho coração).

Se tivessem entrado e matado todos, hehe, preciso continuar?

Se tivessem colocado um atirador de elite, o mesmo para o caso da invasão.

Não havia um psicólogo na cena do cativeiro, mas eles pipocaram nos canais de televisão (vale citar o caso da Sônia Abraão: seqüestrador e seqüestrada falaram AO VIVO pelo telefone com a apresentadora, enquanto um pseudo-psicólogo dizia que esperava um final feliz, “com o casamento de Eloá e Lindembergue”).

Não houve ninguém para coordenar a invasão do apartamento, mas novamente pipocaram especialistas para dizerem onde a Polícia errou. Inclusive, no Fantástico!

Há até o movimento feminista criticando o comandante que evitou a invasão porque aquilo “era um caso de amor” e que tomou esta decisão por machismo, pois a mulher é posse do homem!

Não estou julgando se houve erros ou não. Só questiono onde diabos estavam os malditos especialistas para evitar uma tragédia que eles dizem ser evitável! Porque diabos eles não estavam lá, na hora. Por que é mais fácil julgar os atos dos outros ou ter colhões para tomar as decisões? (citando Scully)

Luzes eternas…

Prêmio Ig Nobel

Pesquisas que mudarão o mundo!

Pesquisas curiosas são premiadas com o Ig Nobel

Redação Central, 4 out (EFE).- O suposto efeito espermicida da Coca-Cola ou a valiosa demonstração de que as pulgas saltam mais sobre os cachorros do que sobre os gatos estão entre os avanços científicos publicados por prestigiosas revistas e que foram agraciados este ano com os Ig Nobel.

Os prêmios, concedidos anualmente pela revista de humor “Annals of Improbable Research” e considerados os anti-Nobel, foram divulgados ontem à noite durante uma festa na Universidade de Harvard, em Massachusetts.

Apesar do nome (que faz referência irônica à imunoglobulina ou Ig), as pesquisas premiadas são sérias. Para concorrer ao prêmio, não vale qualquer coisa. Nas categorias de ciências, por exemplo, os trabalhos têm que passar pelo rigoroso exame de outros cientistas especialistas no tema.

Para comprovar sua seriedade, as pesquisas contempladas neste ano foram publicadas em revistas renomadas como “Nature”, “Proceedings of the National Academy of Sciences” e “New England Journal of Medicine”.

Porém, a primeira intenção dos prêmios Ig é a de se divertir, respeitando os prêmios Nobel “importantes e solenes”, que também são entregues nessa época, começando na próxima segunda-feira, com o de Medicina.

“Pesquisas que primeiro fazem rir, e depois pensar”, dizem eles.

No passado, a revista reconheceu invenções como uma máquina centrífuga para partos que coloca a grávida para girar em alta velocidade, assim como um estudo sobre por que os pássaros carpinteiros não sentem dor de cabeça.

Os ganhadores na 18º edição dos Ig Nobel foram, por categorias, os seguintes: Paz: O Comitê Federal de Ética da Suíça sobre Biotecnologia Não-Humana e os suíços por aprovarem em abril o princípio legal de que as plantas têm dignidade.

Literatura: O britânico David Sims, da Cass Business School de Londres, por seu estudo, apaixonadamente escrito, “You Bastard: A Narrative Exploration of the Experience of Indignation within Organizations” (Você, seu bastardo: Uma Exploração Narrativa da Experiência da Indignação dentro das Organizações).

Medicina: O americano Dan Ariely, por demonstrar que a medicina falsa, porém cara, funciona melhor que a medicina falsa e barata. Publicou seu estudo no “Journal of American Medical Association”.

Ciências cognitivas: Os japoneses Toshiyuki Nakagaki, Hiroyasu Yamada, Ryo Kobayashi, Atsushi Tero e Akio Ishiguro, e o húngaro Agota Toth, por demonstrarem na “Nature” que o mofo mucilaginoso pode resolver quebra-cabeças.

Nutrição: Maximiliano Zampini (Universidade de Trento) e Charles Spencer (Universidade de Oxford), por demonstrarem que a comida é melhor se é crocante, em um estudo publicado no “Journal of Sensory Studies”.

Biologia: Marie-Christine Cadiergues, Christel Joubert e Michel Franc, da Escola de Veterinária de Toulouse (França), por demonstrarem que as pulgas saltam mais sobre os cachorros do que sobre os gatos, em artigo na “Veterinary Parasitology”.

Química (partilhado): Os americanos Sheree Umpierre, Joseph Hill e Deborah Anderson, por descobrirem que a Coca-Cola é um eficiente espermicida, publicado no “New England Journal of Medicine”, e os taiwaneses C.E. Hong, C.C. Shieh, P. Wu e B.N. Chiang, por descobrirem justo o contrário e publicá-lo na “Human Toxicology”.

Física: Os americanos Dorian Raymer e Douglas Smith, por provarem que um montão de cordas e cabelos acabam se embaraçando e formando nós, na “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Arqueologia: Astolfo Gomes de Mello Araújo e José Carlos Marcelino, da Universidade de São Paulo (USP), por descobrirem até que ponto os tatus podem destruir os restos de uma escavação arqueológica. A pesquisa foi publicada na “Geoarchaeology”. (yeah! A USP representando o movimento!)

Economia: Geoffrey Miller, Joshua Tyber e Brent Jordan, da Universidade do Novo México (Estados Unidos), por descobrirem que os lucros de uma dançarina de striptease dependem de seu ciclo menstrual. A pesquisa foi publicada na “Evolution and Human Behavior”

Fonte: Yahoo!

Da irrealização do debate da Globo

Os leitores devem achar que eu persigo a Globo ou que eu sou paranóica. Afinal, essa história de mídia manipuladora mais parece episódio de Arquivo X. Será?

O texto abaixo é do candidato à prefeitura de São Paulo pelo PSOL, Ivan Valente. Mas, como eu ouvi a declaração que a Rede Globo fez sobre a anulação dos debates, tenho certeza que é uma resposta pertinente a todos os candidatos.

Limitação à liberdade de imprensa não é escolher quais candidatos participarão de um debate; é você privar os candidatos de mostrarem suas metas, sendo que estes debates são realizados justamente para mostrar as propostas dos candidatos.

Eu não vou votar no PSOL, aliás eu anulo o meu voto. Sou muito desiludida com a política. Acredito mais na força transformadora dentro das pessoas. Somos todos nós nossos próprios heróis.

A TV Globo e o veto à democracia no processo eleitoral

A TV Globo decidiu, nesta terça-feira (30), não realizar, no primeiro turno, debates entre candidatos às eleições municipais em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Fortaleza. Alegou “restrições eleitorais” e, em São Paulo, acusou os candidatos que não assinaram o acordo de inviabilizar o debate. Divulgou à imprensa uma nota em que se disse constrangida pela lei eleitoral e mentiu ao afirmar que a nossa candidatura se beneficiou “do critério de cobertura proposto a todos os candidatos”. Trata-se de uma peça de ficção, que deve ser repudiada pela sociedade paulistana.

É preciso esclarecer os fatos à população:

• A lei eleitoral brasileira determina que todos os candidatos de partidos com representação na Câmara dos Deputados sejam convidados para os debates televisivos. Canais de TV são concessões públicas. Devem, portanto, ser regidos pelos princípios constituintes da República Federativa do Brasil. A democracia nos processos eleitorais é um deles.

• Desde o início da campanha eleitoral, a TV Globo vem procurando os partidos políticos para propor um acordo, de forma a se desobrigar do cumprimento da lei eleitoral. Desde o início, recusamos qualquer forma de compensação, por a entendermos antidemocrática e reafirmarmos a importância da igualdade de espaço numa disputa eleitoral.

• Aos candidatos que eventualmente aceitassem não participar do debate, a emissora ofereceu “formas de compensação”:
1. uma entrevista de um minuto e meio (1’30”) no estúdio da emissora. Os cinco primeiros colocados nas pesquisas tiveram, numa primeira rodada, cinco minutos (5’).
2. uma entrevista de dois minutos (2’”) no estúdio da emissora. Os cinco primeiros colocados nas pesquisas tiveram, na segunda rodada, oito minutos (8’).
3. na semana do debate, uma entrevista no “Bom Dia São Paulo” e uma no “Antena Paulista”.

Ou seja, até sua suposta “compensação” se daria de forma antidemocrática, porque os demais candidatos já seguiam em ampla desvantagem na cobertura em função do arbítrio da emissora. Não aceitamos qualquer acordo e, em nenhum momento durante toda a campanha eleitoral, estivemos presentes nos estúdios da TV Globo.

• A cobertura de agenda dos candidatos também foi desigual. Enquanto os quatro primeiros colocados nas pesquisas tiveram suas agendas cobertas diariamente, os demais candidatos entravam numa espécie de “rodízio” definido pela TV Globo. Cada dia, apenas um deles a mais era coberto pela reportagem da Globo – mesmo assim, com tempos de divulgação extremamente discrepantes.

• A análise, altamente subjetiva, de que debates entre mais de cinco candidatos “não são proveitosos” não encontra qualquer justificativa concreta. Tanto que as TVs Bandeirantes e Record, em parceria com as emissoras de rádio de seus grupos, realizaram três debates durante esta fase eleitoral, sem qualquer prejuízo – muito pelo contrário – à informação de seus telespectadores e ouvintes.

Fica claro, portanto, que nossa candidatura não se “beneficiou” de nenhum critério de cobertura proposto aos candidatos. Ao divulgar tal nota pública, a TV Globo busca enganar a população paulista. Afirma que sua liberdade de imprensa foi limitada, quando na verdade a opção editorial da emissora é que foi autoritária, ao desrespeitar o livre e igualitário debate de idéias entre os candidatos. Para a Globo, sempre prevalece o critério comercial, visando o lucro, e não o interesse público e a democracia.

Sua afirmação de que “a imprensa deve cobrir o que é notícia”, alegando que aqueles que “ganham densidade eleitoral são naturalmente mais bem cobertos, crescem nas pesquisas e asseguram um lugar nos debates”, joga na lata do lixo as regras do jogo democrático construídas pelo nosso Parlamento e aplicadas pela Justiça Eleitoral.

Sabe-se, inclusive, que numa sociedade mediada pelos meios de comunicação em massa, a diferença na exposição dos candidatos na TV durante o processo eleitoral é responsável por mudanças na intenção de votos do eleitorado. Portanto, o candidato que não tem sua imagem veiculada – ou que a tem em situação de desigualdade em relação aos demais -, sobretudo quando se trata de um partido novo, mas respeitado, como o PSOL, não crescerá “naturalmente” nas pesquisas. Pelo contrário, a desigualdade na exposição dos candidatos é um acelerador das distâncias entre as candidaturas.

O lugar no debate eleitoral veiculado por uma concessão pública não é assegurado por uma corrida eleitoral extremamente dinâmica, muito menos com base em pesquisas eleitorais cujas margens de erro chegam a 3%. Tal lugar é garantido porque vivemos num país que acredita que a pluralidade de idéias e sua mais ampla exposição no processo eleitoral são fundamentais para a construção da democracia brasileira. Isso sim é valioso para o eleitor fazer sua escolha. Afinal, é no debate eleitoral – muito mais do que no próprio horário gratuito – que o real confronto de idéias, essencial para a escolha do eleitoral, se faz presente.

Ao tentar insistentemente excluir do debate a participação de candidaturas garantidas por lei, a TV Globo presta um enorme desserviço ao povo de São Paulo. Protagoniza mais um capítulo antidemocrático em sua história e recorda suas velhas relações com a ditadura militar. Prefere negar o debate público e, ao cidadão, a possibilidade de conhecer em maior profundidade os diferentes projetos em disputa na cidade. E, pior, o faz acusando três candidaturas e colocando-se numa posição de vítima das restrições eleitorais.

A TV Globo não está impedida de realizar o debate entre os candidatos. Esta é a sua vontade e a sua opção, ao seguir tratando informação como mercadoria. Não há restrição jurídica, e sim mercadológica. As concessões públicas precisam responder às regras da democracia brasileira e não serem apropriadas ao bel prazer e interesse privado das empresas concessionárias. O maior prejudicado neste processo não é a TV Globo, e sim, obviamente, o eleitor paulistano.

São Paulo, 30 de setembro de 2008.
Ivan Valente
Coligação Alternativa de Esquerda para São Paulo

Luzes eternas…

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