Categoria: Uncategorized


Esquerda

De José Saramago

Temos razão, a razão que assiste a quem propõe que se construa um mundo melhor antes que seja demasiado tarde, porém, ou não sabemos transmitir às pessoas o que é substantivo nas nossas ideias, ou chocamos com um muro de desconfianças, de preconceitos ideológicos ou de classe que, se não conseguem paralisar-nos completamente, acabam, no pior dos casos, por suscitar em muitos de nós dúvidas, perplexidades, essas sim paralisadoras. Se o mundo alguma vez conseguir ser melhor, só o terá sido por nós e connosco. Sejamos mais conscientes e orgulhemo-nos do nosso papel na História. Há casos em que a humildade não é boa conselheira. Que se pronuncie bem alto a palavra Esquerda. Para que se ouça e para que conste.

Escrevi estas reflexões para um folheto eleitoral de Esquerda Unida de Euzkadi, mas escrevi-as pensando também na esquerda do meu país, na esquerda em geral. Que, apesar do que está passando no mundo, continua sem levantar a cabeça. Como se não tivesse razão

Pra não esquecer, pra nõa desistir, pra sempre acreditar….

Final de semestre é isso: eu bem que tento, mas nenhum trabalho começa a sair antes das 23h! Odeio meu muso boêmio!

Continho escrito um tanto às pressas, com uma revisão sonolenta e meio preso ao tempo e às informações corridas. Afinal, é pra ser uma contação de história sobre a Biblioteca Viriato Correa, que promove as Jornadas Fantásticas, sem deixar de ser uma apresentação de trabalho de final de semestre.

Espero que a Amanda goste! O conto pode ter ficado fraco, mas eu vou arrasar na apresentação!

Luzes eternas…

—==—

O Conto da Biblioteca

Amigos, boa noite! Espero que estejam bem acomodados! Afinal, temos uma viagem intensa para fazer. Uma viagem arriscada pois vamos conhecer em pouquíssimo tempo o que uma biblioteca faz em noites afora! Que? Não acreditam que bibliotecas viajam? Ah, mas vou contar a história de uma biblioteca que viaja, tanto no tempo quanto no espaço! E também por um sem fim de mundos e idéias!

Essa biblioteca existe há muitos anos, aqui em São Paulo, mas aderiu às jornadas há pouco tempo. Ainda assim, já realizou quatro grandes viagens e já planeja mais duas para este ano ainda! Seus destinos são sempre fantásticos, com belas paisagens para se ver, grandes pessoas e criaturas para se conhecer e comoventes histórias para se contar.

Agora, nossa primeira viagem será não para um mundo, mas para uma outra cidade! Próxima daqui, não levará muito tempo. Segurem-se às cadeiras, peguem o alho, as estacas de madeira, as balas de prata! Encontraremos criaturas sombrias, sempre famintas, sedutoras, fortes e atraentes! Resistam ao seus doces encantos!

Vocês sentirão as cadeiras tremerem, alguns talvez sintam vertigem com a intensa alteração na intensidade de luz. Porém, fiquem tranquilos! Jamais os colocaria numa viagem perigosa! Aproveitem até do desconforto! Quando é que poderão fazer outra viagem tão diferente como esta?

Virão? Num piscar de olhos e estamos na terra dos vampiros! Observem as sombras! Conseguem ver seus olhos vermelhos cintilarem na escuridão? Ah, meninas! Não ousem ceder aos toques gélidos destes seres! Claro que amam, sentem remorso por sua eterna pena; há aqueles que sintam orgulho de sua beleza etérea e pálida. Mas todos compartilham da sede de sangue!

Quando a biblioteca os visitou, os vampiros a receberam com muita alegria! A biblioteca trazia consigo uma infinidade de pessoas que queriam ouvir as histórias que eles trazem através dos séculos! E essas pessoas ouviram suas histórias atentas, levaram pequenas lembranças em seus livros, até que chegou o amanhecer e os vampiros foram obrigados a deixarem seus hóspedes para se protegerem do quente e impiedoso sol! Porque todo mundo sabe que criaturas que vivem em florestas, são amigos dos humanos e brilham no sol, não são vampiros! São fadas!

Por muito tempo, os amigos da biblioteca tiveram os nomes dos vampiros em suas bocas: Inverno e seus irmãos, os vampiros portugueses que aportaram de livre e espontânea pressão nas terras brasileiras; Louis e Lestat, que deixaram a bela New Orleans para comparecerem ao encontro e contarem a história dos séculos e da mãe dos vampiros, Akasha. E também veio a filha do senhor do terror: Liz Vamp, cria de Zé do Caixão. Todos se lembraram do Conde Drácula, derrotado por Van Helsing, no fim do século XIX.

Desculpem, não podemos nos aproximar mais das criaturas das trevas, nosso tempo se esgota! Temos mais um lugar para visitar e este é mais longe! Mas caso queiram conhecer melhor os vampiros, cuidarei de colocá-los em contato com eles. São criaturas das trevas, porém tão encantadoras que é quase impossível não se render…

Agarraram-se às cadeiras? Visitaremos outro lugar e outro tempo! Que os mais sensíveis não se deixem abalar! Lembrem-se, somos espectadores deste mundo! A tristeza e a morte o permeia! Corvos cruzam o céu cinzento, espalhando suas penas negras e o mau agouro nos corações! Fantasmas nos seguirão, querendo sentir novamente o dom da vida. Tudo isso porque nosso guia não encontrou consolo na vida, principalmente depois da morte de sua jovem esposa. O mundo de Edgar Allan Poe tornou-se escuro, pútrido e macabro.

Conseguem sentir o calor quase morto do fogo? Ouçam! Alguém bate à porta em hora tão tardia!  Batem e também nos chamam! Vamos abrir a porta! É frio lá fora! A porta range, e o vento sopra. Senhor, desculpai….senhora?

Ninguém bate, somente o gélido vento….

Gentis amigos, não guardaremos mais um minuto aqui! Vamos, antes que os fantasmas tornem a nos assombrar! Outro mundo nos aguarda, um mundo alternativo, onde nada é como conhecemos hoje, mas que poderia ter sido!

Vejam bem, vivemos num mundo elétrico, entretanto, nem sempre foi assim! No início, tudo que se movia sem tração viva, o fazia pelo vapor! Gás e carvão aqueciam caldeiras, enchiam balões e enegreciam o céu com fumaça enquanto os costumes daquela ranzinza e conservadora Rainha Vitória atravessaram os anos e tornaram a nossa vida igualmente conservadora, em nome da moral e da boa conduta.

Parece um mundo um tanto distópico, já que o céu tem cor de cobre, há fuligem no ar, no distanciamento das pessoas e tudo pode explodir a qualquer instante. Porém, pensem em voar em um zepelin, os carros e computadores movidos à corda e vapor, na beleza dos prédios altos e que brincam com a luz e a escuridão. Imaginem os trajes que usaríamos: longas saias, corpetes de couro, acessórios de bronze, as cartolas, os relógios de bolso. Será que seria um mundo parado no tempo dos costumes e que corre apenas na tecnologia? Como estas pessoas se comportariam?

Lamento atiçar tanto sua curiosidade, queridos amigos! Logo na hora em que devemos partir para um novo mundo! Esta é a nossa última viagem e teremos mil mistérios para resolver! Sim, nossa última viagem, tão logo que se acostumaram com o trepidar e já não temem as viagens de nossa sala.

Estamos sem tempo e sem espaço porque histórias de mistérios, suspenses e investigativas não têm lugar para acontecer. Há o nosso mundo e nosso tempo; há nosso tempo e muitos mundos; há muitos tempos, mundos e mistérios. Mas em todos mentes perspicazes trabalham para resolve-los. Pessoas argutas, de raciocínio rápido e lógico. Seja de toga em Roma, fumando cachimbo em Londres, seja nas ruas de São Paulo com prostitutas baratas. Os enigmas fazem parte de todas as histórias!

Chegamos ao fim de nossa Jornada Fantástica! Ainda há muitas outras pela frente e que, felizmente, não serão tão curtas como esta! Que os senhores tornem-se viajantes constantes, a biblioteca recebe a todos!

Mas se não quiserem esperar, peguem um livro! E entreguem-se, seguros, a quantas viagens desejarem!

trabalhando…

“Trabalhar 6, 5 dias por semana e descansar aos fins de semana é bem semelhante ao que Deus fez com o mundo, não é? Isso mostra como ainda somos ultrapassados e limitados”

Rob, nos tuites: http://twitter.com/ashtoffen/status/15786343278 e http://twitter.com/ashtoffen/status/15786288798

Concordo com ele! Somente Deus, tão magnífico! é capaz de trabalhar 6 dias numa semana!

Somos criaturas muito patéticas ao tentar imitar a grande capacidade de Deus! Redução da jornada de trabalho JÁ!!!!!! Por favor!!!!!

Procrastinação RULEIA!!!

tec-tec-tec

a verdade é que eu só tô com vontade de bater no teclado….
porque este bixin aqui do trabalho é muito macio!

acho que topo até digitar os sumários!

mas penso no desperdício de letras e dedos!
por que não escrever meus continhos, minhas histórinhas, pensamentos impertinentes, baboseirinhas?

se é pelo prazer de escrever, por que não fazê-lo em sua plenitude?

Terrorismo Poético

Capítulo de “Caos, os Panfletos do Anarquismo Ontológico” (parte um de “Z. A. T.”), de Hakim Bey. Eu preciso ler este livro logo! Chega de adiar!

ESTRANHAS DANÇAS NOS SAGUÕES de Bancos 24 Horas. Shows pirotécnicos não autorizados. Arte terrestre, trabalhos- telúricos como bizarros artefatos alienígenas espalhados em Parques Nacionais. Arrombe casas mas, ao invés de roubar, deixe objetos Poético-Terroristas. Rapte alguém e faça-o feliz. Escolha alguém aleatoriamente e convença-o de que ele é herdeiro de uma enorme, fantástica e inútil fortuna: digamos 8000 quilômetros quadrados da Antártida, ou um velho elefante de circo, ou um orfanato em Bombaí, ou uma coleção de manuscritos alquímicos. Mais tarde, ele irá dar-se conta de que acreditou por alguns poucos momentos em algo extraordinário, & talvez, como resultado, seja levado a buscar uma forma mais intensa de viver.

Pregue placas comemorativas de latão em locais (públicos ou privados) onde experimentaste uma revelação ou tiveste uma experiência sexual particularmente especial, etc.

Ande nu por aí.

Organize uma greve em sua escola ou local de trabalho, com a justificativa de que não estão sendo satisfeitas suas necessidades de indolência & beleza espiritual.

A Arte do grafitti emprestou alguma graça à metrôs horrendos & rígidos monumentos públicos. A arte Poético-Terrorista também pode ser criada para locais públicos: poemas rabiscados em banheiros de tribunais, pequenos fetiches abandonados em parques e restaurantes, arte xerocada distribuída sob limpadores de pára-brisa de carros estacionados, Slogans em Letras Grandes grudados em muros de playgrounds, cartas anônimas enviadas a destinatários aleatórios ou escolhidos (fraude postal), transmissões piratas de rádio, cimento fresco…

A reação da audiência ou o choque estético produzido pelo Terrorismo Poético deve ser pelo menos tão forte quanto a emoção do terror: nojo poderoso, excitação sexual, admiração supersticiosa, inspiração intuitiva repentina, angústia dadaísta – não importa se o Terrorismo Poético é direcionado a uma ou a várias pessoas, não importa se é “assinado” ou anônimo; se ele não muda a vida de alguém (além da do artista), ele falhou.

O Terrorismo Poético é um ato em um Teatro de Crueldade que não tem palco, nem assentos, ingressos ou paredes. Para funcionar, o TP deve ser categoricamente divorciado de todas as estruturas convencionais de consumo de arte (galerias, publicações, mídia). Mesmo as táticas guerrilheiras Situacionistas de teatro de rua já estão muito bem conhecidas e esperadas, atualmente.

Uma requintada sedução levada adiante não apenas pela satisfação mútua, mas também como um ato consciente por uma vida deliberademente mais bela: este pode ser o Terrorismo Poético definitivo. O Terrorista Poético comporta-se como um aproveitador barato cuja meta não é dinheiro, mas MUDANÇA.

Não faça TP para outros artistas, faça-o para pessoas que não perceberão (pelo menos por alguns momentos) que o que acabaste de fazer é arte. Evite categorias artísticas reconhecidas, evite a política, não fique por perto para discutir, não seja sentimental; seja impiedoso, corra riscos, vandalize apenas o que precisa ser desfigurado, faça algo que as crianças lembrarão pelo resto da vida – mas só seja espontâneo quando a Musa do TP tenha te possuído.

Fantasia-te. Deixa um nome falso. Seja lendário. O melhor TP é contra a lei, mas não seja pego. Arte como crime; crime como arte

Fonte: http://migre.me/tYhC

Release de "Selva Brasil"

Mores-flores,

a Editora Draco está lançando um novo livro, o “Selva Brasil” do Roberto de Souza Causo. E, como a editora está fazendo um trabalho muito legal mesmo junto aos autores nacionais, vou ajudar com a divulgação! \o/

Segue o release oficial:

Esta é uma história alternativa que imagina como seria o Brasil vinte anos depois da invasão militar brasileira das Guianas, na Fronteira Norte, segundo os planos megalomaníacos do Presidente Jânio Quadros. Simultaneamente, a Argentina invadiu as Ilhas Malvinas, no Atlântico Sul.
Contudo, uma coalizão formada pelos países atingidos pela ação militar brasileira – Inglaterra, França e Holanda – e os Estados Unidos contra?atacaram e empurraram os soldados brasileiros de volta, ficando com um bom pedaço da Amazônia Brasileira.
Desde então instalou-se um conflito permanente na região, com o Brasil e aliados latino-americanos lutando para retomar o território perdido e manter sob controle uma guerrilha patrocinada por aqueles países do Primeiro Mundo. É um Brasil completamente diferente do nosso, contido política e economicamente por esse conflito perpétuo, e com gerações de jovens brasileiros comprometidas com o conflito.
Amparada por uma pesquisa cuidadosa, Selva Brasil acompanha um grupo de soldados que – ao seguir para um ponto anônimo do Amapá, na fronteira com a Guiana Francesa, onde devem substituir uma outra unidade do Exército Brasileiro – se depara com desertores e com um plano secreto para romper as regras de engajamento que limitam o conflito na região.
Ao mesmo tempo, esses homens são confrontados com um estranho experimento militar que, indo além dos parâmetros do seu projeto, pode ter aberto um portal entre essa realidade paralela e a nossa.

Esta é uma história alternativa que imagina como seria o Brasil vinte anos depois da invasão militar brasileira das Guianas, na Fronteira Norte, segundo os planos megalomaníacos do Presidente Jânio Quadros. Simultaneamente, a Argentina invadiu as Ilhas Malvinas, no Atlântico Sul.Contudo, uma coalizão formada pelos países atingidos pela ação militar brasileira – Inglaterra, França e Holanda – e os Estados Unidos contra?atacaram e empurraram os soldados brasileiros de volta, ficando com um bom pedaço da Amazônia Brasileira.Desde então instalou-se um conflito permanente na região, com o Brasil e aliados latino-americanos lutando para retomar o território perdido e manter sob controle uma guerrilha patrocinada por aqueles países do Primeiro Mundo. É um Brasil completamente diferente do nosso, contido política e economicamente por esse conflito perpétuo, e com gerações de jovens brasileiros comprometidas com o conflito.Amparada por uma pesquisa cuidadosa, Selva Brasil acompanha um grupo de soldados que – ao seguir para um ponto anônimo do Amapá, na fronteira com a Guiana Francesa, onde devem substituir uma outra unidade do Exército Brasileiro – se depara com desertores e com um plano secreto para romper as regras de engajamento que limitam o conflito na região.Ao mesmo tempo, esses homens são confrontados com um estranho experimento militar que, indo além dos parâmetros do seu projeto, pode ter aberto um portal entre essa realidade paralela e a nossa.

Beijos! E muito sucesso para a Editora Draco! E não vejo a hora de divulgar o release dos livros do José Roberto Vieira (“O Baronato de Shoa“) e do Estevão Ribeiro (ainda sem título, mas que já publicou recentemente “Os Passarinhos“).

Já disse que morro de orgulho dessas pessoas que tão sempre correndo atrás? Morro de orgulho! /

Luzes eternas….

Alyssa Jones

Alyssa: You know, I didn’t just heed what I was taught, men and women should be together, it’s the natural way, that kind of thing. I’m not with you because of what family, society, life tried to instill in me from day one. The way the world is, how seldom it is that you meet that one person who just *gets* you – it’s so rare. My parents didn’t really have it. There were no examples set for me in the world of male-female relationships. And to cut oneself off from finding that person, to immediately halve your options by eliminating the possibility of finding that one person within your own gender, that just seemed stupid to me. So I didn’t. But then you came along. You, the one least likely. I mean, you were a guy. (…) And while I was falling for you I put a ceiling on that, because you *were* a guy. Until I remembered why I opened the door to women in the first place: to not limit the likelihood of finding that one person who’d complement me so completely. So here we are. I was thorough when I looked for you. And I feel justified lying in your arms, ’cause I got here on my own terms, and I have no question there was some place I didn’t look. And for me that makes all the difference.

Chasing Amy : ttp://trunc.it/6fh5s

Being Amy

Eu tô com um monte de coisas na cabeça pra pensar. É que muitas grandes pequenas coisas aconteceram e culminaram num lento processo de degradação moral do qual ainda tô me erguendo. Sabe como é sentir-se um lixo? Então, era assim que eu tava.

Os grandes pequenos fatos não importam, deixa-se entre seus envolvidos. Sem contar que eu quero me concentrar nas consequencias por serem experiências e pensamentos muito mais enriquecedores.

E também me antecipo ao tema que será vibe no mês que vem: mulher.

Engraçado que, ontem, fui com a Ana ver diversas falas de mulheres no tal TEDx com o tema “Mulher” e todas baseados numa fala de uma escritora nigeriana sobre o perigo da história única. Disse pra ela que tudo era muito interessante e que causavam comichão na cabeça, mas que provavelmente eu só conseguiria entender direito em três semanas porque meu processador é Lentium (sacaram? Pentium, Lentium?! Hãn?! Não? Cliquem aqui. Ok a piadinha do filme é com a  Microsoft e a AOL, mas se aplica também à Intel.)

Inclusive, apesar de achar válido e interessante esse TEDx, ainda não entendi direito o propósito. Alguém desenha pra mim depois?

E, falando em história única, “1984″ do George Orwell é a maior (entederam? A MAIOR) aula sobre o mundo atual, desde nosso relacionamento com a mídia, com a história, governo, liberdade, expressão…TUDO!

Ok, mas como dito acima, o que eu ando pensando muito é como ser mulher. Já disse no ano passado que não me apego muito a gênero, eu sou um ser humano, lembram?

Mas é difícil ser ser humano quando te vêem apenas como mulher. E te rotulam de todas aquelas formas que citei.

Uma coisa que eu sempre prezei (e eu digo sempre mesmo) é a minha liberdade. A ponto de viver meu primeiro grande amor com meu príncipe encantado, disposta a viver toda a minha vida com ele sem esquecer jamais que achava inconcebível a idéia de ter só um homem ou um amor  na minha vida. E ainda bem que eu sempre tive esse pensamento, o conto de fadas durou um ano e três meses, no auge dos meus 17 aninhos e ele sequer foi o primeiro homem da minha vida!

Mas é de um humor muito bizarro que a liberdade sexual da mulher custe tão caro e a do homem seja tão santificada.

Mas é de um humor mais bizarro ainda que qualquer liberdade feminina seja mais cara do que a liberdade masculina.

(eu devia tirar um tempo maior pra escrever, ando enferrujada demais)

Quem clicou na piadinha, encontrou um video de 7 minutos do filme “Mulheres Perfeitas” (The Stepford Wives, 2004). A personagem da Nicole Kidman (Joanna) descobre que as mulheres de Stepford foram robotizadas para serem mulheres perfeitas e que o marido dela também quer transformá-la numa dona-de-casa dos anos 50 porque ela é melhor que ele em muitos aspectos (“better executive, better in tennis, better even in sex”). O fato dela amá-lo, pffff, que importa? Apesar de Joanna querer ser desde criança uma “castradora de Wall Street”, ela entra na porra da máquina robotizadora. Então, acho que o maridão percebe que não era aquilo que ele queria ou sei lá que diabos se passa na cabecinha oca dele que ele resolve destruir todo o maquinário e libertar todas as mulheres do jugo nanotecnológico.

A sorte da Joanna é que ela é personagem de um típicozinho filme hollywoodiano que tem que ter um final feliz e que a personagem é só uma grande profissional. Porque o que geralmente acontece é o final de “Procurando Amy” (Chasing Amy, 1997).

“Procurando Amy” é do Kevin Smith. E eu amo esse nerd gordinho desde que eu vi “Dogma”. Tenho até hoje a revista que, além do guia de episódios de Arquivo X, tinha uma entrevista com ele. Virava e mexia eu lia a entrevista e, tão logo saiu o filme na locadora perto de casa, assisti. E, mesmo sendo muito nova, consegui rir das piadas fáceis e heréticas e me sensibilizar com a delicadeza com que ele tratava a fé. E babava no Ben Affleck. E no Matt Daemon. Mas depois eu tiro um tempinho pra copiar a Maristela e fazer um “Andrea também é cultura” especial pro Kevin Smith. Porque o cara é foda.

Demorei pra ver “Procurando Amy”, foi só nesse ano que assisti. E foi esse filme que me deu o salto qualitativo na minha liberdade.

Temos dois amigos de infância: Holden e Banky. Eles fazem quadrinhos independentes. Num evento, conhecem por um amigo em comum (Hooper X, senhor das melhores piadas do filme) outra quadrinista, Alyssa Jones. Papo vai, papo vem, Holden fica interessado na garota. Hooper arranja um jeito e Holden e Alyssa se encontram novamente. Holden acha que o interesse é mútuo até descobrir que Alyssa é lésbica e se afasta. Mas Alyssa quer ser amiga de Holden e o procura (essa cena é incrível! Os dois sentados num balanço discutindo o que é sexo). A amizade entre eles cresce e cria ciúme em Banky já que Holden gasta mais tempo com Alyssa do que com ele.

Chega uma bela noite, Holden se declara para Alyssa. E esse monólogo é o preferido entre a maior parte das pessoas que vêem esse filme. É tocante, sincero, delicado, cute-cute. E, após uma breve discussão, Alyssa e Holden ficam juntos.

Banky descobre que Alyssa teve algumas experiências sexuais menos ortodoxas e conta para Holden que fica incomodado e vai tirar satisfação com Alyssa. Alyssa não sai do salto e essa, pra mim, é a melhor parte do filme.

Algumas fiz por estupidez, outras fiz porque achei que era amor. Mas boas ou ruins, são minhas escolhas, e não vou pedir desculpas por elas! Nem pra você, nem pra ninguém! (…) Quem diabos pensa que é, para me julgar?
E todo aquele belo amor de Holden é suprimido por um pensamento arcaico e machista de que “Todo homem quer ser a merda do Marco Polo do sexo“. Não tô dizendo que ele não amava Alyssa, mas ele não foi homem suficiente para assumir ou ignorar o passado dela. E sofre da maldita Síndrome do Pau de Ouro (explico depois essa minha teoria, mas baseia-se na Síndrome do Pau Pequeno da Paty do blog “Eu Dou Para Idiotas“)
E tamanha é a influência dessa síndrome que, pensando em resolver todos os problemas (a inexperiência dele no sexo e a disputa entre Alyssa e Banky) ele propõe que os três façam sexo. A proposta separa-o em definitivo de Alyssa e Banky.
Enfim, o post ficou mais longo do que eu previa, deu só uma breve introdução ao que eu desejo falar/escrever, e eu já tô com sono.  Mas baixem esse filme. É, baixem mesmo ou peçam para eu gravar. Não tem o DVD no Brasil, ou tá esgotado, sei lá, não achei!
Luzes eternas…

Por que eu odeio Crepúsculo?

Dado o grande número de comentários no último post com um texto copy+paste (brigada Maristela e Koku pelos comentários! \o/ e brigada Diego por mandá-lo!) resolvi usar de minhas próprias palavras para dizer porque eu odeio Crepúsculo sem, ao menos, ter lido o livro.

Claaaro que há mil críticas muito melhores que essa minha aqui, eu mesma poderia indicar as mil! Mas vamos continuar!

Antes, devo confessar duas coisas: eu vi o filme e me emprestaram o livro que dá título à tal saga. Fui ver com a minha tia e a própria me emprestou o livro. No livro não consegui passar da contra-capa. Puta que me pariu, ô negocinho açucarado! Minha mão ficou até pegajosa! Pior do que as Sabrinas e essas coisas que a gente encontra na banca de jornal!

Pô, peguei pesado com as Sabrinas… tem umas séries ainda que tem sexo quase pornô, umas ambientações históricas, romances sobrenaturais. Enfim, nunca li essa tal Literatura cor-de-rosa além dos mesmos textos de contra-capa, mas eles me pareceram muito mais atraentes porque, mesmo que porcamente e de forma a justificar toda a atração irresistível, as protagonistas são sempre mulheres donas de si próprias.

E é aí, justamente aí, o motivo pelo qual eu ODEIO Crepúsculo. Afinal, que tipo de força tem aquela Bella? A de descrever incansavelmente e de mil maneiras o tanquinho purpurinado do Edward?

É, crianças, nem dou ligância pra purpurina! Me incomoda muito aquela filha deles, vampiros são mortos-vivos e mortos-vivos não se reproduzem! Ou por um acaso você já ouviu falar de filhote de zumbis?

Focando na imprestável da Bella: pô, a criatura não tem nenhuma ambição que não seja virar vampira pra ficar eternamente do lado do namorado metrossexual dela? Em pleno século XXI?!? Caara, até na fase mais melosa do Romantismo brasileiro no século XIV a mulher tem ambição! Por que, meu Deus, por que essa imprestável voltou 500 anos no tempo pra dedicar-se ao amor de sua vida no auge de sua juventude? Joga-se no lixo todo um século de luta por igualdade, basta ver as indignadas e estúpidas reações das fãs desmioladas!

(by the way… as doidas da Arquivo X Brasil entram na mesma categoria, mas pelo menos a Scully é poderosíssima. E nem me venham falar “Ah, mas ela largou tudo pelo Mulder!”. Não, criatura desmiolada, ela largou tudo para lutar por algo que ela acreditava. Tal é a fé inabalável de seus desejos que, ao menor sinal de Mulder querer voltar a caçar monstros no escuro, ela diz que não vai voltar para casa naquela noite. Ela abdicaria do amor da vida dela pela paz que eles duramente conquistaram. E isso, crianças, é força, coragem, amadurecimento, firmeza de propósito, INDEPENDÊNCIA)

Falando em amadurecimento… temos um vampiro de cento e poucos anos que age como um adolescente e que não tem uma história pra contar! Ele tem mais de cem anos e não viveu, pombas!

Bla-bla-bla, ele é um vampiro, tá morto, como vai viver? Pronto, já roubei seu prazerzinho idiota de fazer a piada besta!

O maior privilégio de estar no mundo por tanto tempo, sem dúvida, é o de ter histórias para contar. Fazer coisas, ver, sentir. Isso é viver! Assim, mesmo um vampiro morto pôde viver e tem histórias pra contar, cáspita! E onde estava Edward durante todos esses anos antes de conhecer a Bella? Dormindo no seu caixão?

Ai, outra injustiça! Lestat passa muito tempo recluso, Armand e Marcus também! Powtz, e a Akhasha então? Mas todos eles tem muitas histórias pra contar! E a Anne Rice o faz brilhantemente! E seus vampiros são belos, sedutores, cruéis…

Ah, da Anee Rice, eu só li “Vittorio, o Vampiro” e “Sangue e Ouro”; vi “Entrevista com Vampiro” quando eu era muito pequena e, mesmo que o filme “A Rainha dos Condenados” seja muito pior que o “Crepúsculo” há conflito, romance e tensão muito mais densos e complexos que a história do vampiro purpurinado.

Portanto, crianças, não percam seu precioso tempo com Crepúsculo! Querem sugestões? Segue abaixo. E se não acredita em mim, deixa de ser preguiça e procure por resenhas!

Nazareth Fonseca: Saga Alma e Sangue

André Vianco: Saga Vampiro-Rei, “O Senhor da Chuva”.

Kizzy Ysaites: “Clube dos Imortais” e “O Diário da Sibila Rubra”

E agora eu tô com sono! Dêem uma olhada na lista de escritores de fantasia do twitter (clique aqui) para conhecer outros autores de Literatura Fantástica nacional e estrangeira.

Luzes eternas…

Eu juro que tento ter esperanças neste mundo, #juro! Mas aí vem um grupo de fãs desmioladas e me faz perder toda a esperança!

Eu desconheço a fonte, mas pelo que eu conheço das crianças de hoje em dia, eu dtenho certeza que é real!
Cadê os pais dessas meninas pra dar André Vianco e Anne Rice pra elas lerem?

“O grande escritor de livros fictícios, Stephen King, concedeu uma entrevista ao USA Weekend onde nela, o escritor fala da carreira das duas escritorias do momento, J.K. Rowling e Stephenie Meyer (escritora da saga Crepúsculo), que atualmente são reconhecidas mundialmente, assim como Stephen.

Stephen disse na entrevista que não sabe a sua influência que teve em Meyer, mas que ele já sabe que Rowling lia seus livros quando ela era mais jovem, o escritor elogia o trabalho da autora mas diz não gostar dos livros de Stephenie:

“Eu acho que sirvo como fonte para alguns escritores, e isso é muito bom. Tanto Rowling e Meyer são direcionadas a jovens, a diferença é que Jo é uma escritora maravilhosa e Stephenie Meyer não consegue escrever algo que vale a ser tão merecedor. Ela não é muito boa.”

(…)

Reação das fangirls (comentários reais copiados da notícia):
.
Luu C.
INVEJOSO, NOJENTO, RIDÍCULO, SEM NOÇÃO, VÁ ESCREVER UM LIVRO E VENHA FALAR MAU DE QUEM QUER QUE SEJA.
.
• ana c! (:
Luu
É o prazer que essa gente tem de criticar o trabalho de alguém.
Se ele acha o livro de Meyer ruim, porque não vai ele mesmo escrever algum?
Dae ele vai ver a frustração de ver um trabalho pra que você se esforçou sendo criticado por algum BABACA que não faz merda nenhuma :)
.
Luu C.
O fato dele ser escritor também só torna a inveja mais pronunciada, tipo ‘ela é melhor que eu, vou esculachar ela.’
Louco, frustrado só por que os livros dele não fazem tanto sucesso, bjs.
.
? D?bbi?
fora q isso neeem deve ter a vr com o fato d q ele é um escritor q atualmente mta gente nao conhece (como eu o/) e ela tbm é escritora e d mto sucesso
.
‘ Teleco~/
Stephen King? quem é este mesmo…? é a mesma coisa das Rouges vir falar que acha a Madonna muito fraca ¬¬
.
B.
Nem sabia da existencia da pessoa :~ tsc ²
.
Giselly
Quem é esse SER chamado Stephen King (?)
Minha opinião: Só falou mal da Stephenie Meyer pq ela conseguiu fazer em pouco tempo o q ele não deve ter conseguido fazer em ANOS de carreira!
.

Concordo com a kamila..
Esses criticoos se achaam neh..
Pelo amor de deus..
A opinião desse cara num importa..
Talvez ele deva checar o tamanho do sucessoo do livro..pra depoiis ficar falando..
:S
.
???ph???
ciceramente king é ridiculo
fala mal dos outros e fica famoso é facil…
faze melhor que eles é meio complicado…

mayer é uma das melhores escritoras que eu ja lii

e seus livros estão em 1º loguar na lista de best sellers do the new york times um dos + renomados programas de tv americano!
.
diana corti.
Q ridiculo isso!!!

Stephan King ta é cm inveja da Stephanie pq ele nao tm criatividade e habilidade suficiente pra chega aos pés dela.
Esses criticos se acham mtoo neh…eu nao me importo cm a opinião dele, pra mim a Stephanie sempre vai ser uma das escritoras mais s destaca no mundo inteiroo!!
p.s.: tambem gosto da J.K.
.
Katherine
eu nem sei se essa criatura é homem ou mulher…
mais na real ela ou ele é mto sonso….. (ou sonsa)

Blog no WordPress.com. | Tema: Motion até volcanic.
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.