Categoria: sugestões


Dark days

Mulder: (…) and then we’ll get out of here… just me and you.
Scully: As far away from the darkness as we can get?
Mulder: I’m not sure it works that way. I think maybe the darkness finds you and me.
Scully: I know it does.
Mulder: Let it try.

(The X Files: I Want to Believe, 2008)

Só porque eu adoro muito esse trechinho… e porque esse rascunho está salvo há muito tempo… e porque faz muito tempo que não posto nada… portanto, fim!

Luzes eternas…

“Scully:- As respostas estão lá, é preciso saber onde procurá-las…

Mulder: – É por isso que colocaram o “I” no FBI!”

(Arquivo X, episódio Piloto – 1993)

FBI: Federal Bureau of Investigation. Agência Federal de Investigação. Ainda bem que nunca traduziram a sigla, pelo menos não na série!

O fato é que eu queria respostas. Buscava a Verdade. Mas procurava no lugar errado. Isso acontece com todo mundo! O que importa é que consegui procurar no lugar certo.

Cheguei num ponto da minha vida e não sabia como. Foi como beber a noite inteira numa festa e acordar num quarto estranho, sem me lembrar de como cheguei ali.

Então, me absorvi em um trabalho de investigação. Percorri todos os meus passos ao contrário. E , revendo os posts destes últimos dias, percebi que ando atrás de respostas que eu já conheço, que tento assimilar os resultados de uma teoria criada por mim e posta em prática e, que minhas reações a ela não foram como as que planejei.

Avancei mais no passado. Com isso, arranjei lembranças, revisitei momentos de minha vida em que determinei o que eu quis para mim. Lembrei do que aconteceu, do porque, de como me senti.

E percebi que, quando criança, ouvi Raul Seixas e assisti Arquivo X demais! Tanto que criei minha própria definição para relacionamentos, namoros, casos, amizade e etc. E, compreendendo que estou apenas aprendendo na prática algo que o Raulzito e Mulder & Scully me ensinaram, ficou mais simples de entender o que eu quero e que me motiva!

O que eu quero para mim é algo difícil de ser encontrado. Quero alguém que seja livre para realizar seus desejos, mas que seja fiel à minha amizade. Não quero ninguém atrelado aos meus desejos, pois não me prenderei a ninguém; e, sendo fiel, não terá nenhum impedimento em ser verdadeiro comigo, não mentirá para proteger seus interesses porque eu jamais o impedirei de fazer o que quer. Seja o que for, mesmo que me doa. Simplesmente porque ninguém tem o direito de impor seus caprichos a nenhum ser livre.

Abaixo, as músicas do Raul!

Luzes eternas…

Clipe – A Maçã

Raul Seixas – A maçã

Se esse amor
Ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre amor
Vai se gastar…

Se eu te amo e tu me amas
Um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais…

Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa num altar…

Quando eu te escolhi
Para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais…

Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro, mas eu vou te libertar
O que é que eu quero
Se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar…

Quando eu te escolhi
Para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais…

Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro, mas eu vou te libertar
O que é que eu quero
Se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar…

Clipe, Medo da Chuva

Raul Seixas – Medo da Chuva

É pena!
Que você pense
Que eu sou seu escravo
Dizendo que eu sou seu marido
E não posso partir
Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao teu lado, sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E eu não pude viver…

Eu perdi o meu medo
O meu medo
O meu medo da chuva
Pois a chuva voltando prá terra
Trás coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
Sozinhas no mesmo lugar…

Eu não posso entender
Tanta gente
Aceitando a mentira
De que os sonhos
Desfazem aquilo
Que o padre falou
Porque quando eu jurei
Meu amor eu traí a mim mesmo
Hoje eu sei!
Que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez
Uma vez…

Eu perdi o meu medo
O meu medo
O meu medo da chuva
Pois a chuva voltando prá terra
Trás coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras
Que choram sozinhas
No mesmo lugar
Vendo as pedras
Que choram sozinhas
No mesmo lugar
Vendo as pedras
Que sonham sozinhas
No mesmo lugar…

Retirado do Conversa Afiada.

O Conversa Afiada recebeu de um amigo leitor este esclarecedor e-mail:

Explicando a crise dos EUA de maneira caseira.

O seu Benê tem um bar, na Vila Capanema, e decide que vai vender cachaça ‘na caderneta’ aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Benê, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer. Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Benê). Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bebum da Vila Capanema não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Benê vai à falência.
E toda a cadeia vai pro saco…

Em tempo: o prefeito de Vila Capanema resolveu colocar US$ 850 bilhões no negócio para não deixar fechar nem o alambique nem o boteco.”

Aeeeee! Explicação da crise sem falar economês!

Ah, eu nunca aprendi economês! Nem com o Neivaldo!!!

Enfim, luzes eternas…

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